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NOTÍCIAS DE MERCADO
09/08/2018 às 9h34
Atualizada em 09/08/2018 - 09h36
Embargo russo expõe fragilidade da suinocultura brasileira
Praticamente dependente de um único país importador, a indústria de carne suína do país está no vermelho desde fevereiro
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Foto: Arquivo/ACCS

Em vigor há oito meses, o embargo da Rússia a carnes brasileiras expôs fragilidades da suinocultura brasileira. Praticamente dependente de um único país importador, a indústria de carne suína do país está no vermelho desde fevereiro. Diante das dificuldades operacionais para reduzir os abates, o segmento não tem conseguido ajustar a oferta à demanda.
 
Se nenhuma notícia positiva vier de Moscou -- os exportadores brasileiros alimentaram otimismo com a reabertura do mercado russo no primeiro semestre, mas acabaram frustrados  --, a tendência de rentabilidade negativa dificilmente se reverterá. Na terça-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse acreditar que o bloqueio será encerrado este mês.
 
Por ora, as perspectivas para os frigoríficos de suínos são pessimistas.  "Este ano é um sério candidato a ficar todos os meses no vermelho", afirmou César Castro Alves, analista da consultoria MB Agro. Em julho, a margem bruta da produção de carne suína ficou negativa em 17%, conforme o indicador calculado pela MB Agro, ante margem positiva de 8% no mesmo mês de 2017. Na média dos primeiros sete meses deste ano, o indicador ficou negativo em  14%. O desempenho é bem pior do que o do mesmo intervalo de 2017, quando a margem bruta estava positiva em 12%, segundo a MB Agro.
 
A rentabilidade deste ano é ruim mesmo tendo em vista a média histórica, que está longe de ser positiva. Desde 2010, a margem bruta média é zero, o que dá uma dimensão de quão cíclica e dependente do mercado externo é a suinocultura do país, disse Alves. "Por conta da dificuldade de ajustar a produção, o setor fica refém de mercado externo", sustentou, lembrando que o descarte de matrizes (reprodutoras) pode prejudicar a produção futura de dois anos.
 
Ao Valor, um executivo de uma das maiores agroindústrias de carnes do país reconheceu que a dependência russa precisa ser superada. "No momento em que você depende só de um mercado, o risco é grande", disse. No ano passado, a Rússia foi o destino de 40% do volume de carne suína exportada pelo Brasil e gerou metade do faturamento, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
 
Sem a Rússia, os embarques desabaram, o que afetou também o preço da carne suína no mercado doméstico -- a exportação absorve cerca de 15% da produção nacional. Desde o início do ano, o preço do suíno vivo caiu 20% no mercado paulista, de R$ 3,83 o quilo para R$ 3,06, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
 
Ao todo, os embarques de carne suína in natura ao exterior somaram 293 mil toneladas entre janeiro e julho, redução de 14,3% ante as 342 mil toneladas de igual período do ano passado, conforme dados da Secex compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
 
Na prática, as cerca de 50 mil toneladas que não foram exportadas neste ano -- na comparação com 2017 -- abasteceram o mercado doméstico, de acordo com o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin, que ressaltou que a produção de carne foi mantida.
 
Além da dificuldade de reduzir a oferta em uma cadeia produtiva que tem repercussão de longo alcance, os frigoríficos vêm mantendo o nível de produção porque há a esperança de que Moscou anuncie logo a reabertura. "Uma coisa é um mercado que fechou e não vai mais reabrir. Outra é aquele que fechou e diz que está analisando [a reabertura]", comparou Santin.
 
Investimentos recentes no segmento também ampliaram a oferta de carne suína no  Brasil, destacou Alves, da MB Agro. Nos últimos anos, dois frigoríficos do Sul do país (Alegra Foods e Adelle) entraram em operação. A Frimesa, controlada por cooperativas do Paraná, também está construindo um frigorífico de grande porte no Estado. "O setor veio investindo, ampliando fábricas. Está meio na contramão", disse Alves, que sempre advertiu para o excesso de capacidade gerado pelos novos projetos.
 
Nesse cenário, diversificar os mercados é a única solução possível para a suinocultura brasileira, disse Santin. Ainda que Rússia reabra o mercado ao produto nacional, no médio prazo o volume a ser destinado aos russos será menor. Há anos, Moscou trabalha para se tornar autossuficiente em carne suína.
 
Diante disso, China, Coreia do Sul e México aparecem como grandes esperanças para os frigoríficos brasileiros. No caso chinês, os benefícios já são uma realidade. No primeiro semestre, as exportações brasileiras de carne suína à China mais que dobraram em relação ao mesmo período do ano passado, de 25,8 mil toneladas para 69,8 mil, de acordo com a ABPA. Os exportadores também esperam se beneficiar da sobretaxa que Pequim aplicou contra o produto americano como parte da guerra comercial sino-americana.
 
Segundo Santin, a demanda chinesa ajudou a amenizar o baque provocado pelo embargo da Rússia. "Perdi 40% do mercado, mas diminuí apenas 14% do volume exportado. Isso já demonstra que o setor encontrou alternativas", afirmou, sem deixar de admitir que o preço da carne exportada pelo Brasil foi prejudicado negativamente.
 
Além da China, a ABPA pretende avançar nas negociações para a abertura do México, aproveitando o momento político mais favorável por causa do conflito comercial do país com os Estados Unidos -- os mexicanos se abasteciam sobretudo com carne suína americana.
 
No caso da Coreia do Sul, que é um dos maiores importadores mundo de carne suína e abriu seu mercado ao produto de Santa Catarina recentemente, os exportadores brasileiros ainda precisam superar a barreira da alta tarifa de importação. Isso poder ocorrer por meio do acordo comercial que Mercosul e a Coreia estão negociando, disse Santin.

Fonte: Valor Economico
 
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