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NOTÍCIAS DE MERCADO
02/04/2019 às 8h16
Atualizada em 02/04/2019 - 08h24
China reduz importações da soja, mas compensa comprando mais carne suína
Estimativas mostram que os chineses poderiam importar o dobro de carne suína neste ano, elevando o volume total a algo próximo de 2 milhões de toneladas
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Mapa mostra a evolução da PSA na China

Se a China vai comprar menos soja em 2019 – não só dos EUA, mas de uma forma geral – seu movimento deverá ser compensado com maiores importações de carne suína. A demanda da nação asiática por farelo de soja e, consequentemente, pelo grão começou a perder força depois que o país foi - e tem sido - acometido por um surto de Peste Suína Africana. Embora os impactos deste momento apareçam como pílulas nos preços e nos negócios, a doença é cruel com os planteis da nação asiática e de países vizinhos.

Estimativas mostram que os chineses poderiam importar o dobro de carne suína neste ano, elevando o volume total a algo próximo de 2 milhões de toneladas. Para alguns, essa estimativa é conservadora. Em entrevista à Bloomberg, o estrategista chefe da consultoria internacional Allendale, Rich Nelson, as compras chinesas podem triplicar ou até quadruplicar este ano.

Números do Rabobank mostram esse potencial de importação, contra a possibilidade de uma queda de cerca de 20% na produção local de carne de porco. Caso isso se confirme, a produção chinesa poderia cair para um total entre 50 e 51 milhões de toneladas, contra o volume do ano passado de algo variando entre 54 e 55 milhões de toneladas.

“Estive em um congresso de carnes em que a notícia foi de que a China poderia reduzir de 4 a 5 milhões de toneladas de carne suína este ano. A título de comparação, a produção total do Brasil é de 3,8 milhões. Ou seja, os chineses poderiam perder uma produção brasileira de carne de porco em um ano”, explica o sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo.

Somente dos EUA, de acordo com fontes familiarizadas com o assunto e ouvidas pela Bloomberg, a China deverá importar 300 mil toneladas de carne suína em 2019. Somente na primeira metade do ano, o total poderia alcançar 200 mil toneladas.

O volume é 81% maior do que o de 2017, por exemplo, antes do início da disputa comercial. Em 2018, o volume importado foi de 85,7 mil toneladas. Voltando parte de suas compras para o mercado norte-americano, os chineses atendem parte de sua demanda e ainda amenizam as tensões instaladas com os EUA há mais de um ano, quando foi iniciada a guerra comercial. 

A produção de carne suína na China vem sendo consideravelmente reduzida desde que o último trimestre do ano passado, quando os casos da peste suína africana começaram a se intensificar, segundo reportam agências internacionais de notícias.

De acordo com especialistas internacionais, a doença tem se mostrado de difícil controle e ainda tem provocado a morte e a necessidade de abates sanitários de muitos animais. A população de porcas já caiu 15% no rebanho chinês, que é o maior do mundo. E casos têm sido registrados também na Mongolia e no Vietnã.

"A China está com 115 casos de peste suína neste momento e com uma falsa impressão de que está havendo menos relato de caso, e que está havendo um controle. Mas não é nada disso. As notícias verdadeiras que vêm de lá, concretas, é de que estão sendo relatados menos casos para não perderem o subsídio que o governo está pagando pelos animais abatidos. Os casos não estão desaparecendo, o surto não está sob controle, e a China vai continuar comprando grandes volumes de carne suína e vai, neste meio tempo, ter que reduzir as compras de soja em grão e fazer menos farelo. E isso está sendo mal interpretado", explica Cogo.

Assim, segundo Pan Chenjun, analista internacional do Rabobank em Hong Kong, "todas as proteínas deverão subir, mas só o aumento das importações do produto americano será insuficiente para suprir as necessidades do país". O Brasil, mesmo com o mercado americano em um dos focos, poderia ser o maior beneficado nessa mudança no mercado global de suínos.

Em fevereiro, as exportações brasileiras de suíno se recuperaram com força depois de um dezembro e janeiro mais fracos e alcançaram o recorde de 53,3 mil toneladas, 27% a mais do que em fevereiro do ano anterior. No primeiro trimestre de 2019, as vendas externas brasileiras de carne suína foram 20% maiores do que o mesmo período de 2018. E desde iniciada a guerra comercial, as exportações desse produto do Brasil para a China cresceram quase 200% até agora.

A demanda maior foi registrada não só pela China, mas por países asiáticos de uma forma geral, onde a doença também tem sido registrada. Juntos, China e Hong Kong respondem por mais de 40% das exportações de carne suína do Brasil até este momento de 2019.
 
Demanda por Ração
 
Se a demanda por carne suína vem crescendo no país, os abates de porcos por conta da doença, porém, têm reduzido a demanda por rações e, consequentemente, por farelo de soja na China. Segundo Li Ning, gerente geral de uma trader de commodities de Xangai, Living Water Trade Co. Ltd, a demanda de ração para suínos na temporada 2018/19 - de outubro a setembro - deverá apresentar um recuo de 12%, e a para farelo de soja, no mesmo período, de 5,5%.

Para Li Qiang, consultor chefe da Shangai Intelligence Co Ltd á Reuters Internacional, o consumo chinês de ração suína caíra de 25% a 30% em 2019, e toda a ração geral poder apresentar um consumo menor na casa de 12 a 15%.

Se comprarem menos soja, que comprem mais carne, portanto. Como explicou Carlos Cogo, essa proteína terá que ser produzida em algum lugar para que a China seja abastecida.

Fonte: Notícias Agrícolas
 
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