Notícia
08/05/2019 - 8 hrs
 
Surto de peste suína africana na China eleva em 25% o preço da carne de porco em MT
 
Desde o último trimestre do ano passado, quando o governo Chinês confirmou a ocorrência de casos de peste suína africana em seu território, o mundo acompanha os reflexos causados pela doença no país que mais produz e mais consome carne suína no planeta. Com a “aparente” perda de controle sobre o problema – que pode comprometer em 35% a produção da proteína naquele país – as consequências se transformaram em oportunidades e mexeram com os preços do produto em locais bem distantes da Ásia.
 
Os avanços já registrados dos embarques brasileiros de carne suína para a China e a estimativa de que eles cresçam ainda mais (assim como as vendas das carnes de aves e bovinos), aqueceram a demanda nas granjas e, consequentemente, elevaram as cotações.
 
Em Mato Grosso, quinto maior produtor de carne suína do Brasil, os criadores já sentem esta diferença. Em pouco menos de 3 meses, o valor médio pago pelo quilo do suíno vivo saltou 25%: de R$ 2,86 no início de fevereiro para R$ 3,56 no fim de abril. Segundo a Associação dos Criadores de Suínos em Mato Grosso, nos primeiros dias de maio o preço médio já se aproxima da casa dos R$ 3,70.
 
Na avaliação de Custódio Rodrigues, que é diretor-executivo da Acrismat, o aumento é reflexo direto do problema vivido pelos chineses e a expectativa é de que nos próximos meses a tendência de alta se mantenha. Um alento para os suinocultores do estado, que ainda amargam os prejuízos decorrentes dos últimos anos de crise. Aliás, a experiência acumulada neste período difícil será fundamental para balizar a decisão daqueles que considerem o momento oportuno para expandir os investimentos na atividade. O “cavalo pode estar encilhado”, mas um pouco de cautela nessas horas nunca é demais.
 
Fonte: Canal Rural | 7
Impresso em: 17/06/2019 às 15:38

ACCS - Associação Catarinense de Criadores de Suínos