ACCS - Associação Catarinense de Criadores de Suínos

Notícias


Estudo de consumo com foco em carne suína comprova aumento de 30% na compra da proteína nos últimos 4 anos no Brasil

Com mais 1,3 mil entrevistados, pesquisa encomendada pela ABCS e Sebrae também identificou que a proteína suína foi a única que cresceu como indicação de profissionais de saúde

03/10/2019 às 08h25
Atualizada em 03/10/2019 - 08h34


O levantamento com foco nas tendências do comportamento do brasileiro e o consumo da carne suína no país, intitulado “Carne suína: atual visão do consumidor” e divulgado em setembro pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), em parceria com o Sebrae e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) identificou que o brasileiro passou a consumir mais carne suína neste ano.
 
A pesquisa quantitativa com 1,3 mil entrevistados apresentou os aspectos de compra da proteína, trazendo informações de qualidade à cadeia de suínos nacional (produtor, indústria e varejo) e identificando possíveis estratégias mercadológicas para o desenvolvimento na suinocultura e os incentivos ao consumo da carne suína no Brasil. Os dados permitem compreender a evolução ao longo das décadas e assim promover o debate diante das oportunidades e desafios apresentados.
 
“A proposta de um trabalho inovador junto aos frigoríficos, varejo, formadores de opinião, profissionais de saúde, gastronomia e parceiros institucionais vem nos permitindo transformar a visão do consumidor brasileiro em relação à carne suína”, destaca o presidente da ABCS, Marcelo Lopes. “Deixamos para trás os 13 kg per capita e celebramos o alcance dos 15,9 kg devido a oferta maior, qualidade, preços competitivos e cortes variados e mais adaptados ao cotidiano dos consumidores”, destaca.
 
Para Cesar Rissete, gerente da Unidade de Competitividade do Sebrae, o estudo trouxe pontos positivos, principalmente em relação à saudabilidade da carne suína.  “Estamos em um momento em que o consumidor está cada vez mais procurando produtos que favoreçam a sua saúde. Nesse sentido, a pesquisa mostra que a carne suína se apresenta como melhor posicionada do ponto de vista da saudabilidade e da escala necessária do processo produtivo para atender à maior demanda de alimento, especificamente de proteína. Outro ponto importante, foi o aumento do consumo per capita de carne suína e a quantidade de vezes que o consumidor tem adquirido a carne. Isso se reflete em toda a campanha e nas iniciativas em parceria com o Sebrae de valorização da carne suína e do aumento desse consumo no Brasil”.
 
O estudo mostrou que a percepção de consumo e indicação pelos profissionais de saúde mudou, já considerando positiva a inserção da proteína suína numa alimentação saudável. Na visão dos consumidores o produto também entra como opção no cotidiano, já que 76% dos entrevistados consomem carne suína e 55% tem o hábito de comprar carne suína - aumento de 30% se comparado a 2015. Para a ABCS, o desafio é inserir a carne suína da lista de compras da população, instituindo o hábito do consumo.
 
Outro dado que apresenta a mudança de percepção de consumo é no quesito compra. O estudo informou que a cada 8,8 dias o consumidor coloca carne suína no carrinho, ou seja, enquanto as opções bovinas e de aves permanecem nos mesmos patamares, a carne suína aumentou a frequência na escolha dos brasileiros.
 
Já a frequência de consumo nos lares também cresceu desde a última pesquisa realizada. Em 2019, a cada 7,5 dias o consumidor consome carne suína, enquanto em 2004 consumia três vezes ao mês. E a proteína é mais presente nas principais refeições. Segundo o estudo, 77% dos entrevistados consomem a carne suína no almoço/jantar, uma opção que se apresenta com bom custo-benefício para essas refeições.
 
Na visão do pesquisador Francisco Rojo, responsável pelo estudo, é uma transformação da realidade da carne suína. “Com o levantamento dos últimos 15 anos foi possível compreender o posicionamento das proteínas ao longo das décadas e, assim, dar início a um novo debate diante das mudanças e desafios apresentados”, afirma.
 
Os resultados reforçam um consumidor atento às mudanças, que busca conveniência e praticidade. Entretanto, ainda há a necessidade da indústria e do varejo focar em adequações, como por exemplo, o desenvolvimento de cortes sem tempero e com maior shelf life, aponta o estudo.
 
“Ainda que haja um grau de conhecimento e imagem da carne suína, ainda não está suficientemente disseminado em todos os segmentos: profissionais de saúde, varejo e, principalmente, consumidores” explica Rojo. “O processo de transformação precisa ser mais amplo e direto para mudar o hábito da população em relação à carne suína”, esclarece.
 
Conquistas e oportunidades
 
Assim, o cenário desenhado pelo estudo é positivo e abre inúmeras oportunidades para a carne suína, mas é preciso saber aproveitá-las, conclui o estudo. Entre os desafios identificados está o esforço conjunto da cadeia para mudança de hábito dos consumidores, entre eles esclarecer ao consumidor benefícios do consumo de proteína em campanhas amplas e disseminar massivamente orientações para preparo e dicas em diversos canais de comunicação, bem como promover estudos técnicos sobre informações nutricionais para profissionais de saúde. No levantamento, os trabalhos realizados pelo setor também estimulam conclusões técnicas a respeito do tema e influenciam profissionais de saúde e a cadeia de distribuição.
 
Também é abordado a necessidade da indústria e varejo investirem de forma contínua e com maior intensidade na proteína e também a oportunidade de aplicar novas tecnologias – como a embalagem com atmosfera protegida –, para ampliar a variedade de cortes e conservação na gôndola.
 
Entre as oportunidades, a saudabilidade está em destaque, reforçando a imagem da carne suína como uma alternativa saudável, a proteína suína entra no âmbito positivo do equilíbrio entre os alimentos e entrará de forma mais contundente na recomendação dos profissionais de saúde. No varejo, o estudo destaca também bons caminhos ao incentivo do consumo por meio de campanha no varejo como a “Semana Nacional da Carne Suína”, ação que amplia a presença da carne suína porcionada e com boa apresentação, buscando padronização e agregando valor a carne suína.
 
A ABCS visualiza um grande potencial na proteína para os próximos anos, com visão positiva de negócios para toda a cadeia, segundo o presidente da entidade. “Conhecemos o caminho e agora é tempo de nos unir para trilhar juntos e agir para potencializar e aumentar ainda mais os resultados”, encerra.

Fonte: ABCS



SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR


* Fique tranquilo que ele não será exibido junto ao comentário.







Veja Também









Parceiros

ORDEMILK LTDA.
(49) 3537-0454
G&S AGRO INFORMÁTICA
49 3566-4381
SINCOL S/A INDUSTRIA E COMÉRCIO
(49) 3561-5000
(49) 98809-7488
AGROCOASC
(49) 3442-6158
SICOOB CREDIAUC
49 34411300
MAGNANI - IMPLEMENTOS PARA SUINOCULTURA
49 3452 2266
AGROCERES PIC - GENÉTICA DE SUÍNOS
(19) 3526-8580
TOPGEN
(43)3535-1432
EQUITTEC
(54) 3442-5666
PEROZIN INDÚSTRIA METALÚRGICA
(49) 3442-1466

Newsletter

Fique por dentro das novidades.

Novidades no Whatsapp