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"O presidente foi eleito com uma proposta de quebrar os cristais", diz ex-ministro Luiz Furlan

Declaração foi feita em entrevista à NSC

17/02/2020 às 08h36


A reunião anual dos dirigentes do Lide – Grupo de Líderes Empresariais do Brasil e exterior, a 9ª Comlide aconteceu em Santa Catarina de quarta-feira até sábado. Foi comandada pelo chaiman do Lide, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Lula e conselheiro da BRF, Luiz Fernando Furlan.
 
Catarinense nascido em Concórdia, ele recebeu o grupo juntamente com o presidente do Lide SC, Wilfredo Gomes, primeiro na sede da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), em Florianópolis; e depois no Il Campanário Resort, em Jurerê Internacional.
 
Em entrevista ao portal NSC Total e ao Diário Catarinense, Furlan disse que o governo de Jair Bolsonaro teve mais acertos do que erros na economia, falou que o presidente prometeu “quebrar cristais” e está conseguindo, deu conselho a políticos para formação de equipes e comentou sobre o impacto do coronavírus para a economia. Confira a entrevista a seguir.
 
Por que a escolha de Santa Catarina para sediar o encontro global do Lide?
 
Santa Catarina é um bom exemplo. Ao mesmo tempo, afora os predicados de belezas naturais, o setor empresarial e as vinte e poucas unidades do Lide no Brasil e mais as do exterior conhecem pouco sobre a parte empresarial catarinense, polo de tecnologia, desenvolvimento, equilíbrio social...Muitas coisas fazem com que várias cidades de Santa Catarina sejam escolhidas entre as melhores do Brasil.
 
Nós tínhamos o histórico de Comandatuba, das reuniões do Lide. O COMLIDE, que é a reunião dos líderes das diversas unidades, no ano passado foi feito em Salvador. Este é o 9º encontro. É uma maneira de trazer as pessoas do Ceará, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Goiás, Mato Grosso e outros Estados para conhecer um pouco a realidade daqui. O Wilfredo Gomes (presidente do Lide SC) é uma pessoa muito articulada.
 
Aqui neste prédio eram três quadras de tênis (foi transformado num centro de tecnologia da Acate) e hoje conta com uma moçada trabalhando. Tudo isso são ideias que ajudam o Lide. Você vê que as margens da rodovia estão limpinhas, olha os estabelecimentos à margem da mesma e não vê nada decadente.  Do mesmo jeito que no ano passado tivemos uma boa experiência na Bahia por outras razões, este ano os membros do Lide vão levar boas lembranças de Santa Catarina e de Florianópolis.
 
Como o Lide avalia as transformações digitais, um dos temas do evento?
 
Este tema aborda como a interação de empresários e dos comandos empresariais hoje pode ser feita usando a tecnologia. O que, de uma certa forma, cria embaraços para as entidades que não se adaptarem. Hoje, a informação é instantânea. Um dos ativos do Lide é o networking, a troca de experiências. No momento que você ativa a comunicação, as pessoas saem do encontro e continuam a se comunicar sobre temas de interesse específico do seu empreendimento.
 
Como o senhor está vendo o cenário para economia brasileira este ano?
 
Eu vejo positivamente. Se você somar erros e acertos e ver qual é o resultado, há mais acertos do que erros. Eu acho que vários políticos que foram eleitos estão passando por uma curva de aprendizado. Isso ocorre nos Estados e na federação. São pessoas que, muitas vezes, têm que aprender a convivência política e a questão do jogo em equipe.
 
Isso é para os técnicos que viraram políticos?
 
Não sei se é isso.
 
Alguns desabafos que estão acontecendo hoje do ministro da Economia e de outros é que o sistema precisa se articular e, muitas vezes, o bom projeto não anda por falta de engajamento e falta de convencimento. Então eu espero que após um ano, o presidente, governadores e outros das equipes tenham aprendido.
 
O que o senhor vê de positivo na política econômica do governo federal?
 
Então, não dá para dizer que ficou surpreso porque ele mudou isso ou aquilo. Há várias coisas que foram mudadas que são estruturantes. Reformas que foram aprovadas e outras que estão sendo propostas. Quando você olha comparações com outros países sobre carga tributária, custo de máquina pública, aposentadoria entre setor público e setor privado, vê que os países se deram conta de que precisavam mudar.
 
A maioria da população não tem dinheiro para ir para Brasília fazer “lobby”. Quem tem os benefícios, tem também dinheiro para ir a Brasília fazer “lobby”. Você vê aí a reforma tributária. Então, se fizermos uma análise isenta, dá para dizer que o ano de 2019 foi de muitos avanços e nós entramos em 2020 numa velocidade de cruzeiro.
 
Quais são as expectativas do Lide sobre a economia?
 
Nós fazemos há 15 anos no Lide uma pesquisa anual junto aos sócios, com avaliação de governo estadual (SP) e federal, intenção de investimento, se vai empregar demitir ou manter, se o seu faturamento vai aumentar, manter ou diminuir. A partir disso, a FGV fez um modelo e daí sai um indicador. O indicador de outubro, novembro e dezembro foi de otimismo empresarial em relação ao ano de 2020. A principal preocupação foi a questão política.
 
 Antes era a carga tributária. Agora a questão política está diminuindo e a carga tributária está voltando. E temos a educação que é sempre uma preocupação permanente que precisa ser resolvida porque os empregos no futuro dependem de uma qualificação que os desempregados atuais não têm.
 
O grande desafio do Brasil e de muitos países do mundo é como você resolve a oportunidade de emprego com aquilo que vai acontecer.
 
E ao mesmo tempo, dar acesso à educação porque se não resolver esse assunto o Brasil não vai ter conserto.
 
O que esperar da economia internacional diante do problema do coronavírus?
 

O coronavírus, obviamente, preocupa. Por outro lado, a comunicação está tão instantânea que mesmo para um regime fechado como o da China obrigou que o país mostrasse para o mundo que tem condições de controlar o vírus e, ao mesmo tempo, fornecer dados confiáveis. Muita gente dizia que os dados eram divulgados de acordo com o interesse do governo chinês porque lá só tem um partido político e empresa estatal de comunicação. Nesse caso, aparentemente, tem sido dada uma divulgação consistente, o que não ocorreu com a peste suína, que é bem recente. Por questões comerciais, a China não divulgou números que, se divulgasse, os preços subiriam instantaneamente.
 
Eu acho que, conforme as últimas notícias, o crescimento de novos casos abrandou. Toda gripe tem um ciclo que, se você consegue controlar, o contágio tende a terminar. A taxa de mortalidade é de 2%, menor que a da Sars. É claro que os mercados, num primeiro momento, reagem com veemência e, de repente, se acomodam. Não é um meio de comparação, mas naquele bate-boca do presidente Donald Trump com o Irã aconteceu isso também. Petróleo, mercado de ações, dólar. Na primeira semana, especulação e, de repente foi embora. 
 
O que pode informar de novo sobre a BRF?
 
Eu posso dizer para você que o prefeito de Concórdia (Rogério Pacheco, do PSDB) me enviou o balanço do ano passado informando que a arrecadação de impostos do município, em 2019, foi 40% acima do orçamento. Isso, obviamente, tem a ver com o aumento da atividade da principal indústria local (a Sadia, da BRF).
 
Quanto a Sadia impacta nos impostos em Concórdia?
 
Mais de 40% do total.
 
O cenário para carnes, no mundo, continua positivo?
 
Continua, principalmente porque o preço da carne suína, que é o nosso principal produto para a China, subiu 110% em janeiro deste ano frente a janeiro do ano passado no mercado chinês. A grande massa de população chinesa é de baixo poder aquisitivo. Imagina que a proteína principal dobrou de preço em um ano. O governo chinês está colocando no mercado estoque regulador, mas é insuficiente. Então a alternativa é frango porque tem um ciclo de vida menor e é mais barato. Significa que poderemos exportar mais frango para a China.

Fonte: Estela Benetti/NSC



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