ACCS - Associação Catarinense de Criadores de Suínos

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Suinocultura independente: preços pagos ao produtor sobem, mas pressão com os custos de produção continuam a preocupar

Lideranças do setor olham com mais otimismo para o mercado interno, mas também atribuem melhora nos valores às exportações e repasse de alta nos custos de produção

16/04/2021 às 08h40
Atualizada em 16/04/2021 - 08h43


Esta foi mais uma semana de alta para o mercado da suinocultura independente. Apesar dos aumentos nos preços, motivados por um otimismo no mercado doméstico e boas exportações, os custos de produção seguem como ponto de atenção, e também são ingredientes que contribuíram para o aumento nos preços dos suínos, em uma tentativa dos produtores de mitigarem os prejuízos.
 
Em São Paulo, a negociação da Bolsa de Suínos realizada na quinta-feira (15) resultou em alta, com o preço do animal saindo de R$ 7,20/kg vivo para R$ 8,27/kg, segundeo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS).
 
No mercado mineiro, na negociação dos animais no mercado independente não houve acordo entre suinocultores e frigoríficos. Na semana passada, o preço era de R$ 7,00/kg vivo, e nesta quinta-feira, o preço sugerido pela Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) é de R$ 8,27/kg vivo, segundo o consultor de mercado da entidade, Alvimar Jalles.
 
Jalles explica "que a flutuação de preços a nível Brasil das últimas 5 semanas se deu dentro das mesmas condições micro-econômicas", que são a renda do consumidor, isolamento social por todo Brasil, emprego, inflação. "O que mudou nesse período foi a expectativa dos agentes da cadeia. Quando percebem que o preço vai subir, há um efeito manada, e todos recuam da posição vendedora", pontuou.
 
Santa Catarina registrou aumento nesta quinta-feira, de R$ 6,85/kg vivo para R$ 7,74/kg vivo. Losivanio de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), explica que a mudança nesta semana nas restrições de circulação em São Paulo, principal polo consumidor, ajudou a melhorar os preços, somado ao bom ritmo das exportações. "Há também a questão dos custos de produção, que precisam ser repassados", disse.
 
Considerando a média semanal (entre os dias 08/04/2021 a 14/04/2021), o indicador do preço do quilo do suíno do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 16,49%, fechando a semana em R$ 6,39.
 
"Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,66", informou o relatório do Lapesui.
 
No mercado gaúcho, que negocia os animais no mercado independente às sextas-feiras, a expectativa é de nova alta nos preços, segundo o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdeci Folador. Na sexta-feira passada (9), o preço do animal vivo foi definido em R$ 6,81/kg, acima dos R$ 6,30 da semana anterior.

Fonte: Notícias Agrícolas



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