ACCS - Associação Catarinense de Criadores de Suínos

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SC exporta US$ 973 milhões em setembro, maior valor para o mês desde 1997

Os principais destaques foram as carnes de aves e suínos, seguidas por componentes industriais

13/10/2021 às 08h26


Santa Catarina encerrou setembro com exportações de US$ 973,4 milhões, alta de 21,1% frente ao mesmo mês do ano passado. Esse foi o maior valor obtido pelo Estado em setembro desde o início da série histórica em 1997, apurou o Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina. Os principais destaques foram as carnes de aves e suínos, seguidas por componentes industriais.
 
As importações alcançaram R$ 2,178 bilhões, o que resultou em déficit mensal de US$ 1,204 bilhão na balança comercial. O principal mercado das vendas externas foram os Estados Unidos e das compras, a China.
 
As exportações de carnes de aves lideraram, com US$ 161,7 milhões, 71,65% mais do que no mesmo mês de 2020. A carne suína alcançou receita de US$ 129,8 milhões, 41,39% mais frente a setembro do ano anterior. O principal destino das carnes de SC foi a China.
 
Outros destaques nas vendas externas foram partes de motores, que somaram US$ 47,8 milhões, 54,19% mais ante o mesmo mês de 2020, e motores elétricos, que faturaram US$ 46,8 milhões, com alta de 98,30% na mesma comparação. Esses produtos industriais, de alto valor agregado, foram vendidos em função da retomada da economia em países desenvolvidos em função do avanço das vacinas. Os principais mercados de SC no exterior, na ordem, foram EUA, China, Chile, Argentina e México.
 
Nas importações, a balança comercial catarinense segue com destaque. Foi a segunda do ranking nacional, atrás apenas de São Paulo. Os produtos mais importados são insumos industriais de produtos para o mercado interno e externo. Na lista dos mais comprados em setembro estiveram cobre refinado (US$ 119,4 milhões), revestimentos de ferros laminados planos (US$ 69,1 milhões), fios de filamentos sintéticos (US$ 41,1 milhões), pneus de borracha (US$ 40,5 milhões) e semicondutores (US$ 37,4 milhões).
 
Apesar das novas dificuldades do mercado mundial em função do aumento da inflação, a expectativa é de que as vendas externas de Santa Catarina consigam manter ritmo de crescimento. Isso porque os negócios internacionais demoram alguns meses para mudar e as crises vão se resolvendo. A única preocupação é com a compra de carne suína pela China, que está caindo porque o país retomou maior nível de produção, superando, em parte a peste suína africana. Mas as agroindústrias estão buscando outros mercados.

Fonte: NSC Total



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