ACCS - Associação Catarinense de Criadores de Suínos

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Região Sul respondeu por 66% do abate nacional de suínos no primeiro trimestre

Os três estados da região registraram aumentos significativos em relação ao primeiro trimestre de 2021

10/06/2022 às 11h10


De acordo com as estatísticas agropecuárias do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) Região Sul respondeu por 66,0% do abate nacional de suínos, no 1º trimestre de 2022, seguida pela Sudeste (18,8%), Centro-Oeste (13,9%), Nordeste (1,2%) e Norte (0,1%).
 
O abate de 920,43 mil cabeças de suínos a mais no 1º trimestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 19 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Entre os estados ocorreram aumentos significativos em: Paraná (+229,39 mil cabeças), Santa Catarina (+176,92 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+157,81 mil cabeças).
 
No ranking das UFs, Santa Catarina continua liderando o abate de suínos, com 28,1% da participação nacional, seguido por Paraná (20,5%) e Rio Grande do Sul (17,4%).


 
No 1º trimestre de 2022, foram abatidas 13,64 milhões de cabeças de suínos, representando aumentos de 7,2% em relação ao mesmo período de 2021 e de 1,5% na comparação com o 4° trimestre de 2021. Em comparação mensal, foram registrados os melhores resultados do abate de suínos para os meses de janeiro, fevereiro e março, propiciando o melhor 1° trimestre da série histórica desde que a Pesquisa foi iniciada em 1997. O aumento da produção de carne suína, conjugado à redução do volume exportado aumentou a participação da disponibilidade interna da proteína. O aumento da oferta num cenário de demanda enfraquecida por conta do menor poder aquisitivo das famílias contribuiu para a queda nos preços pagos ao produtor (Cepea/Esalq) na comparação com o mesmo período do ano passado.
 
Exportações
 
De acordo com o relatório na comparação entre os primeiros trimestres de 2022 e 2021, o volume de carne suína embarcado para o exterior com origem na Região Sul caiu, porém num valor percentual menor do que a queda total das exportações (-4,8%). Sendo assim, a sua participação no total exportado passou de 93,6% para 95,1%. Com aumento de 6,5% nas exportações, é de origem catarinense o maior volume de carne suína exportado entre todas as unidades da federação, e teve como seus principais destinos: China (57,28 mil toneladas), Filipinas (14,92 mil toneladas), Chile (10,70 mil toneladas), Hong-Kong (6,63 mil toneladas), Argentina (5,15 mil toneladas) e Japão (5,12 mil toneladas).
 
 O volume exportado de origem paranaense registrou aumento de 12,7% e teve como seus principais destinos: Hong-Kong (7,46 mil toneladas), Argentina (6,86 mil toneladas), Uruguai (6,19 mil toneladas), e Cingapura (5,28 mil toneladas). Diferentemente dos outros dois cenários anteriores, a exportação de carne suína de origem do Rio Grande do Sul registrou queda de 28,3% e teve como seus principais 19 destinos: China (24,50 mil toneladas), Hong-Kong (4,59 mil toneladas), Rússia (4,02 mil toneladas), Vietnã (2,87 mil toneladas) e Cingapura (2,40 mil toneladas).


Fonte: IBGE



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