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ARTIGO – A importância da sanidade agropecuária para um estado como SC

Por Luciane Surdi, médica-veterinária e conselheira técnica do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa)

30/09/2022 às 09h29


Em Santa Catarina, a agroindústria de processamento de carnes (aves e suínos) emprega diretamente 60 mil trabalhadores e, indiretamente, 480 mil pessoas. Essa força de trabalho atua em uma cadeia produtiva cujo abate e processamento industrial atingem 34 mil suínos/dia e 3 milhões de aves/dia. Entre integrados e cooperados, são mais de 66 mil estabelecimentos rurais envolvidos. O valor da produção agropecuária em Santa Catarina foi de R$ 55,8 bilhões no ano de 2021. Isso representa um aumento de 36,4% em relação a 2020.
 
Santa Catarina tem uma agricultura familiar altamente produtiva e inserida no agronegócio. De acordo com os dados do Censo Agro, mais de 78% das propriedades rurais são desse modelo, ocupando 364 mil pessoas e 2,45 milhões de hectares cultivados. A agropecuária e o agronegócio são de grande importância social e econômica para Santa Catarina, com grande contribuição na geração de divisas para o estado e de renda e empregos para milhares de famílias rurais e urbanas.
 
Nesse universo atua o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), criado em 2006 para auxiliar o governo estadual nas atividades preventivas de sanidade animal. O Icasa apoia a defesa sanitária agropecuária junto aos órgãos e entidades públicos e privados, com o objetivo de valorizar a produção animal, garantir a saúde pública e a preservação do meio ambiente. Está presente em todo o estado: são 246 municípios que contam com o apoio dos auxiliares administrativos, que prestam atendimento aos produtores nos escritórios, e dos médicos-veterinários, que assistem os produtores rurais e suas famílias nas visitas às propriedades.
 
O trabalho do Icasa se dá por meio, principalmente, do médico-veterinário do instituto, que é antes de tudo um extensionista rural. Ou seja, ele orienta o produtor na organização do seu rebanho bovino, suíno, equino, avícola, de caprinos, ovinos e demais espécies. É um trabalho de educação rural voltado às boas práticas para a manutenção de uma sanidade animal de excelência. O extensionista do Icasa explica aos produtores sobre as doenças nos animais e como elas são transmitidas. Muitas delas, inclusive, são transmissíveis ao próprio produtor rural e sua família, como é o caso da brucelose e da tuberculose. São as chamadas zoonoses. Uma propriedade rural precisa ser vista como um todo – o animal, o homem e o meio ambiente. É o que chamamos de saúde única. É a partir deste trabalho constante e diário que garantimos a manutenção dos status sanitários livre de febre aftosa, peste suína clássica e a prevenção de outras doenças.
 
Um dos avanços foi a obrigatoriedade do uso do brinco nos animais. Ele serve para rastreabilidade do rebanho, a identificação dos bovinos e bubalinos, que é fundamental para protegermos o patrimônio sanitário do nosso estado e indispensável para a sanidade animal. O brinco é uma espécie de histórico do animal. Ele informa onde o animal nasceu, onde foi criado, por quais propriedades passou e onde foi abatido. Se esse animal levar alguma doença para a propriedade, nós temos como saber de onde pode ter vindo e as informações ficam armazenadas no sistema. O brinco é a principal ferramenta da defesa sanitária para o saneamento de doenças. Por isso a importância de o produtor emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) para qualquer movimentação de seus animais.
 
O produtor é o foco do trabalho do Icasa. É ele que está em contato diário com seu rebanho e pode contribuir para a manutenção da sanidade animal em nosso estado. Quando o veterinário chegar à sua propriedade, o gado já deve estar preso para facilitar o serviço e agilizar a vistoria. O produtor também poderá solicitar ao veterinário do Icasa para realizar a vistoria quando for manejar o gado. Nessa ocasião, poderá tirar suas dúvidas sobre os brincos, sobre doenças nos animais, guia de trânsito animal, entre outras.
 
O produtor pode agendar presencialmente nos escritórios do Icasa, que ficam na sua maioria junto aos sindicatos rurais, ou pelos telefones do escritório ou do médico-veterinário. Os auxiliares administrativos dos escritórios do Icasa também podem agendar com os produtores pelo WhatsApp do escritório. Outro lembrete relevante aos produtores é fazer troca de senha nos escritórios locais. Isso evita fraudes e irregularidades envolvendo sua propriedade.
 
O produtor é o ator mais importante nessa atividade. Somente com o auxílio dele é que podemos manter o status sanitário diferenciado de Santa Catarina. Essa condição garante o comércio de carnes e de produtos de origem animal, mas também o comércio e exportação de vegetais. Mas o que tem a ver a produção e exportação da maçã com a sanidade animal? A saúde animal garante também a exportação da maçã e outros produtos de origem vegetal. O surgimento de uma doença de impacto econômico e sanitário interdita outros setores da economia.



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