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Guerra entre Israel e Hamas pode afetar preços de grãos e fertilizantes

Analistas da consultoria Hedgepoint e do Itaú BBA apontam riscos desde fuga de capitais de ativos de risco até eventuais efeitos de uma alta nos preços do petróleo

17/10/2023 às 09h24


A guerra entre Israel e o grupo armado Hamas pode ter reflexos para os preços dos grãos no mercado internacional, e ainda pode resultar em valorização nos preços dos fertilizantes, conforme apontam análises da Hedgepoint Global Markets e do Itaú BBA.
 
“As formas pelas quais a escalada do conflito pode afetar o mercado de grãos são muitas e podem variar dependendo dos acontecimentos das próximas semanas”, destacou a consultoria, em relatório.
 
A Hedgepoint diz que o aumento das tensões no Oriente Médio sempre leva a alguma aversão ao risco em todo o mundo e, portanto, a uma fuga de capital de ativos considerados mais arriscados, como as commodities agrícolas.
 
Em busca de ativos considerados mais seguros em momentos de tensão geopolítica, agentes de mercado migram, por exemplo, para investimentos como o dólar. E, como a procura pela moeda americana aumenta, ela tende a se valorizar.
 
“Um dólar mais forte também tende a ser um fator de queda para os preços de commodities, uma vez que torna as exportações dos EUA mais caras, e muitas das principais bolsas de commodities estão baseadas no país. Isso é especialmente verdadeiro no caso da soja, que é um mercado mais orientado para exportação nos EUA, competindo com outro país que é forte nas vendas externas, o Brasil”.
 
Guerra e petróleo
 
Como já aconteceu no início do conflito entre Israel e Hamas, as cotações do petróleo subiram, diante do receio com uma possível restrição na oferta, já que, segundo a Hedgepoint, a região está repleta de importantes atores do mercado que têm relações tensas com Israel.
 
Em alguma medida, quando o preço do petróleo sobe muito, tende a encarecer a soja e o milho na bolsa de Chicago. A valorização do fóssil aumenta a demanda por óleo de soja e também pode favorecer a procura por etanol nos EUA, onde o biocombustível é feito principalmente de milho.
 
Há ainda o possível efeito da alta do petróleo para as cotações dos fertilizantes. Nesse sentido, o Itaú BBA lembra que Israel é o 6º principal fornecedor de fertilizantes do Brasil, com um total de 1,2 milhão de toneladas e 4% de participação no total importado nos nove primeiros meses do ano, de 28,7 milhões de toneladas.
 
“A expectativa inicial é de que o cenário não traga impacto na disponibilidade interna de fertilizantes, uma vez que o Brasil virou o ano com estoques maiores e o fluxo de abastecimento segue acontecendo sem interrupções”, pontuou em relatório o Itaú BBA.
 
Por outro lado, a instituição diz que a elevação dos preços do petróleo pode trazer consequências para os custos de produção dos fertilizantes, sobretudo os nitrogenados. Além disso, o óleo fóssil valorizado resulta em energia e fretes mais caros.
 
Impactos na oferta e demanda
 
Ainda segundo relatório da Hedgepoint, a depender da escalada da guerra, o conflito armado pode ter impactos em todo o Oriente Médio, região que representa 14% das importações mundiais de milho, 17% de trigo, 7% de carne bovina e 16% de frango. Destaque para nações como Egito, Irã, Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que detêm a maior participação no comércio de produtos agro.
 
Assim, a consultoria desenha duas possibilidades. A primeira delas, a de que países começariam a estocar alimentos, diante do risco da falta de produtos.
 
“O Egito, em particular, pode desempenhar papel chave [na formação de preço]. Seus leilões de compra de grãos já movimentam o mercado e, adicionalmente, o país é o único, além de Israel, que compartilha uma fronteira com a Faixa de Gaza. Portanto, se necessário, o Egito provavelmente será o canal por meio do qual a ajuda (alimentos, medicamentos, etc.) poderá entrar na área. O aumento da demanda no curto prazo pode levar a suporte nos preços”, afirmou a consultoria.
 
O segundo fator fundamental a ser observado é como os exportadores de produtos agrícolas navegarão nesse contexto de tensão geopolítica. “Os EUA já têm uma clara aliança com Israel. Outros, no entanto, podem enfrentar um desafio diplomático difícil, em particular o Brasil”.
 
A Hedgepoint lembra que quase todos os países mencionados anteriormente figuram entre os 10 maiores compradores de milho, frango e carne bovina brasileira. Um caso emblemático é o Irã, que importa milho quase exclusivamente do Brasil há muitos anos.

Fonte: Revista Globo Rural



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